Nova aposentadoria: professores e servidores públicos serão os mais prejudicados

 Foto: Agência Brasil
Jornal GGN – A Folha de S. Paulo desta segunda (3) traz uma matéria apontando, após fazer mais de 300 simulações com idades e tempo de contribuição diferente,  que os professores serão a categoria mais afetada pela reforma da Previdência que está no forno graças ao governo Michel Temer.
Isso porque os professores são hoje os que trabalhadores que têm condições mais favoráveis à aposentadoria, graças a atual legislação. Uma vez que ela mude, estabelecendo idade mínima de 65 anos e 25 de contribuição para todos, a categoria será a que mais sofrerá.
Não à toa, na última sexta (31), professores de São Paulo foram às ruas protestar contra a reforma, que vai valer para mulheres com mais de 45 e homens com mais de 50 anos. Quem tiver menos que isso, terá de pagar um pedágio.
A Folha citou um exemplo de duas professoras que têm o mesmo tempo de contribuição e nasceram no mesmo ano, mas, pelas regras elaboradas pelo governo Temer, vão se aposentar com um “abismo” de diferença de tempo entre elas.
Paula Cintra completou 45 em janeiro deste ano e tem 22 anos de trabalho em carteira. Com mais 3, poderia aposentaria com o benefício integral. Mas se a reforma for aprovada, ela terá de pagar um pedágio de 50% sobre o tempo que falta para se aposentar. Ou seja, ao invés de receber o benefício em três anos, terá de trabalhar por mais 4 anos e meio.
Rosana Pereira, que também tem 22 anos de contribuição, por sua vez, só vai fazer 45 anos em outubro. Se a reforma sair meses antes disso, ela terá de trabalhar mais 20 anos para atingir a idade mínima de 65.
Um exemplo de como a realidade também será duro para quem não for professor é o caso da copeira Elisangela Valucas. Com 31 anos, ela só tem 2 de registro em carteira. Sem a reforma, precisaria esperar mais 28 anos. Com a nova previdência de Temer, os 28 anos de espera vão virar 34.
Para servidores públicos, lembra o jornal, o prejuízo será no bolso. É o caso do auditor da Receita Weber Allak, 46 anos, que começou nas Forças Armadas e tem 32 anos de contribuição. Ele já passou por duas regras de transição. Pela atual, poderia se aposentar em 9 anos, com salário integral.
Porém, Temer que estabelecer um teto de R$ 5.531,00 para todos os aposentados. Isso significa que os profissionais como Allak que já têm 50 anos e não serão afetados pela reforma ganharão três vezes mais do que esse teto.
Esse pedágio, o teto e a idade estabelecida para quem vai passar pela transição viraram a forma do governo Temer de criar uma reforma que vá gerar muita economia, às custas do trabalhador.
O Congresso dá sinais de que deverá debater maneiras de afrouxar essas regras.
Fonte; Jornal GGN