Produção industrial tem queda de 1,8% entre fevereiro e março

Foto: David Alves/Palácio Piratini

Jornal GGN – Dados divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção industrial no Brasil sofreu queda de 1,8% entre fevereiro e março deste ano.

Este é o pior resultado mensal desde o recuo de 3,3% em agosto de 2016, e o pior desempenho para março na série histórica iniciada em 2002.
Em comparação com março de 2016, a produção aumentou 1,1%, com crescimento de 0,6% no acumulado. Na média móvel trimestral, a queda foi de 0,7%, e, em 12 meses, o recuo é de 3,8%.
As quatro grandes categorias econômicas da indústria registraram resultados negativos em março deste ano, com a maior queda nos bens de consumo duráveis, que tiveram redução de 8,5%. Os bens de capital caíram 2,5%, o mesmo percentual registrado nos bens intermediários. Os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 1,8%.
Entre as 24 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE, quinze delas tiveram recuo na produção entre fevereiro e março. Veículos automotores, reboques e carrocerias caíram 7,5%, produtos farmoquímicos e farmacêuticos despencaram 23,8%, e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis sofreram redução de 3,3%.
A contribuição mais importante entre os ramos que aumentaram a produção no mês foi dos produtos alimentícios, que subiram 1,3%, eliminando parte do recuo de 2,4% de fevereiro.
Faturamento real cresce em março
Enquanto a produção da industrial recuou em março, dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o faturamento real da indústria cresceu 2,4% no mesmo período, na série livre de efeitos sazonais.
Entretanto, a Pesquisa Indicadores Industriais também revela que emprego na indústria recuou 0,2% em março na comparação com fevereiro, na série dessazonalizada, o terceiro mês de queda consecutiva de indicador. No acumulado do ano, o emprego tem recuo de 0,7%.
Fonte: Jornal GGN